Teixeira de Pascoais
   
Cartas de Manuel Laranjeira
a Pascoais
128  

M-SER-579[1]
[Carta] 1904 Mar. 27, Espinho
[a Teixeira de Pascoais] / Manuel Laranjeira
[4] p.; 18 cm
Nota: Autógrafo assinado. - Publicado em: LARANJEIRA, Manuel - Cartas. Lisboa: Portugália, 1943. p. 46-47. - Anexo sobrescrito com selo. - Compra no leilão da colecção manuscritos reunida pelo poeta Alberto de Serpa, 1988.
Tendo sabido que não oferecera a Teixeira de Pascoais o seu livro "Amanhã", Manuel Laranjeira recomenda-lhe que não o leia e acrescenta: "... o meu livro é todo feito da lama desta vida - a não ser uma aspiração suprema que dêle se ergue para as planuras do futuro, do sonhado Amanhã, como um maravilhoso nenúfar que dos limos dos charcos se ergue para a luz.".
   
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M-SER-579[2]
[Carta] 1904 Set. 2, Espinho
[a] Teixeira de Pascoaes, Amarante / Manuel Laranjeira
[4] p.; 23 cm
Nota: Autógrafo assinado. - Publicado em: LARANJEIRA, Manuel - Cartas. Lisboa: Portugália, 1943. p. 47-49. - Compra no leilão da colecção manuscritos reunida pelo poeta Alberto de Serpa, 1988.
Discorda da "teoria do Universo" de Pascoais e, acerca disso, entre outras coisas, diz: "No Universo não há Perfeição nem Imperfeição; Harmonia nem Desarmonia: há Movimento da Matéria. Eu não digo nem com os pessimistas nem com os optimistas; que este mundo é o pior ou o melhor dos mundos possíveis. Êste mundo é êste mundo... E o meu pessimismo vem do que eu chamarei a fatalidade orgânica...".
   
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M-SER-579[3]
[Carta] 1904 Set. 9, Espinho
[a] Teixeira de Pascoaes, Amarante / Manuel Laranjeira
[4] p.; 23 cm
Nota: Autógrafo assinado. - Publicado em: LARANJEIRA, Manuel - Cartas. Lisboa: Portugália, 1943. p. 49-50. - Anexo sobrescrito com selo. - Compra no leilão da colecção manuscritos reunida pelo poeta Alberto de Serpa, 1988.
Finalizada a leitura do último verso do livro "Para a Luz", Manuel Laranjeira dirige as seguintes palavras ao Autor: "Que mundo de sugestões êle me evoca! E como eu o admiro, como eu admiro essa sua mocidade forte a estremecer íntima dentro daquelas páginas triunfais! E como eu o invejo, meu amigo!, como eu invejo e admiro o entusiasmo da sua fé! - eu que sinto a mocidade arrefecer-me, como um velho planeta já farto de rolar.".